Saber como utilizar o Pix na nota fiscal é simples: Na hora de emitir o cupom, a NFC-e, você escolhe Pix como forma de pagamento e, dependendo do tipo de Pix, informa dois dados do pagamento. Errar esse campo é um dos motivos mais comuns de nota rejeitada no caixa. A seguir, você vê qual código usar, quais dados preencher e como fica o cupom fiscal com Pix na prática.
Precisa. A nota fiscal é da venda, não do pagamento. Se a sua empresa é obrigada a emitir nota quando vende em dinheiro ou no cartão, também é quando o cliente paga no Pix. A forma de pagamento não muda essa regra.
Por isso, a pergunta "Pix gera nota fiscal?" tem uma resposta direta: Não. O Pix só movimenta o dinheiro. Quem gera a nota é você, no seu sistema de vendas, no momento da venda. O dinheiro pode entrar na conta sem nenhuma nota, e é exatamente isso que o fisco procura.
Ou seja: Venda no Pix precisa de nota fiscal sempre que a mesma venda no dinheiro precisaria.
Toda NFC-e tem um campo de forma de pagamento. É nele que você mostra como o cliente pagou. Para entender como utilizar o Pix na nota fiscal, o primeiro passo é saber que existem dois tipos de Pix, cada um com o seu código:
Essa separação existe desde 2024. Antes, havia um código só para Pix. Se o seu sistema ainda mostra apenas "Pix", sem dizer se é dinâmico ou estático, vale perguntar ao fornecedor se ele está atualizado. A forma de pagamento Pix na NFC-e errada pode até passar, mas deixa a informação desencontrada com o que o banco envia ao fisco.
O código do Pix na NFC-e é só o começo. No Pix dinâmico, a nota precisa de mais dois dados, que mostram qual pagamento pagou aquela venda:
No Pix estático, basta o código 20, sem esses dois dados por enquanto.
Faltou o CNPJ ou o identificador num Pix dinâmico? Em muitos estados a nota volta com a rejeição 391, que avisa que os dados do pagamento eletrônico não foram informados. É a mesma rejeição que aparece quando faltam os dados do cartão. Por isso, o código e os dados do pagamento precisam andar juntos.
Escolher o código do Pix na NFC-e de acordo com o tipo de Pix é a parte mais importante de como utilizar o Pix na nota fiscal sem rejeição.
Veja o caminho de um cupom fiscal com Pix numa loja com sistema integrado ao Pix:
Esse é o jeito mais seguro de como utilizar o Pix na nota fiscal no dia a dia.
Sem integração, o caixa precisa olhar o comprovante e digitar os dados, o que é lento e abre espaço para erro. Alguns estados, como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso, exigem que essa ligação entre pagamento e nota seja feita pelo próprio sistema, sem digitação, em parte das empresas. Vale confirmar a regra do seu estado com o contador.
Se você ainda está montando o caixa, veja o guia de como emitir NFC-e e o de nota fiscal no PDV, o sistema do ponto de venda.
No cupom impresso ou enviado ao cliente, a forma de pagamento aparece por extenso, como "Pagamento Instantâneo (PIX)", seguida do valor. Muita gente procura por "Pag Pix na nota fiscal" porque vê essa linha abreviada em alguns modelos de cupom.
O que aparece como Pag Pix na nota fiscal é só a versão impressa do que está no arquivo da nota. O que vale para o fisco é o arquivo eletrônico, com o código e os dados do pagamento. Se quiser entender o cupom impresso, veja o que é o DANFE simplificado.
Se o cliente pedir o comprovante do Pix junto, você pode enviar os dois. Mas lembre: Comprovante de Pix não substitui a nota, e o Pag Pix na nota fiscal não substitui o comprovante bancário.
Nem toda venda é paga de um jeito só. A forma de pagamento na NFC-e aceita várias linhas, uma para cada meio usado. Veja um exemplo de compra de R$ 250:
A soma das linhas precisa cobrir o total da nota. Se o cliente pagar R$ 120 em dinheiro na parte de R$ 100, informe R$ 120 em dinheiro e R$ 20 de troco. Esses valores são conferidos pelo sistema da Sefaz, e diferença de valor também gera rejeição.
Uma regra prática para a forma de pagamento na NFC-e: Cada pagamento real vira uma linha, com o código certo e o valor certo. Nada de juntar Pix e cartão numa linha só.
Para quem vende para empresas, como utilizar o Pix na nota fiscal muda pouco. Na NF-e, a nota usada nas vendas para outras empresas, a lógica é a mesma. O Pix na nota fiscal eletrônica entra no mesmo campo de pagamento, com o código 17 ou 20. A diferença é que, na NF-e, muitas vendas são a prazo: Se o cliente vai pagar o Pix daqui a 30 dias, a nota sai na entrega e o pagamento é informado como a prazo.
Quem emite os dois tipos de nota deve usar o mesmo critério nos dois. Pix na nota fiscal eletrônica e Pix na NFC-e seguem os mesmos códigos. Se tiver dúvida sobre qual nota usar, veja as diferenças entre NF-e e NFC-e.
Sozinho, não. Mas o sistema pode fazer esse trabalho por você. Quando o caixa ou a loja virtual está ligado ao banco, a confirmação do Pix pode disparar a emissão da nota na mesma hora, já com os dados do pagamento preenchidos.
É por isso que tanta gente pergunta se o Pix gera nota fiscal: Em lojas bem integradas, parece que sim, porque a nota sai sozinha. Na verdade, quem emite é o sistema de vendas, usando a confirmação do Pix como gatilho. Se o sistema não estiver integrado, nada acontece, e a venda no Pix precisa de nota fiscal emitida à mão, como qualquer outra.
Para quem vende muito pela internet, essa automação faz diferença. Veja quando vale automatizar a emissão de notas.
Uma padaria fecha o dia com 180 vendas. Metade foi no Pix: 70 pelo QR Code gerado na maquininha e 20 por transferência para a chave Pix da loja. Veja como cada uma aparece nas notas:
No fim do mês, o total de Pix nas notas bate com o total que o banco informou à Sefaz. Esse é o resultado de saber como utilizar o Pix na nota fiscal: Cada Pix recebido tem uma nota, e cada nota tem a forma de pagamento Pix na NFC-e certa.
Se a padaria tivesse emitido as 20 vendas por chave Pix como "dinheiro", a nota passaria, mas o total de Pix nas notas ficaria menor do que o informado pelo banco. Num cruzamento, essa diferença pede explicação. Lembrar que a nota só existe quando você emite evita esse tipo de buraco.
Bancos e empresas de pagamento informam à Secretaria da Fazenda de cada estado os valores que as empresas recebem por Pix e cartão. A Sefaz cruza esses valores com as notas emitidas. Se a loja recebeu R$ 80 mil no Pix e emitiu R$ 30 mil em notas, a diferença aparece.
Isso mostra por que o pagamento Pix na nota fiscal precisa ser informado do jeito certo. Quando a nota traz o CNPJ do banco e o identificador do Pix, cada pagamento fica ligado a uma venda. Quando não traz, o fisco vê dinheiro entrando sem saber de qual nota ele veio.
O Pix em si não é tributado: O imposto é sobre a venda, como sempre foi. Informar o pagamento Pix na nota fiscal corretamente é o que protege a empresa num cruzamento de dados.
Quem ainda está aprendendo como utilizar o Pix na nota fiscal costuma tropeçar nestes pontos:
Se uma nota sair com erro, veja como cancelar a nota eletrônica dentro do prazo. E para conhecer outros deslizes do dia a dia, veja os erros comuns na emissão de notas.
Com essa lista, saber como utilizar o Pix na nota fiscal deixa de ser dúvida e vira rotina do caixa.
Se você quer resolver de vez como utilizar o Pix na nota fiscal, o primeiro passo é ter um emissor de NFC-e confiável. A DIGISAN emite NFC-e e NF-e, guarda o cadastro de clientes e produtos, calcula os impostos automaticamente e trabalha integrada com o seu contador.
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